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Zagueiro do Fla repete Paulo André, lê livros

A fala mansa, pausada, com os verbos bem colocados nas frases e um português de dar inveja a muitos especialistas no assunto mostram que Renato Santos não é um jogador comum. E alguns hábitos do zagueiro do Flamengo fora de campo reforçam esta ideia. Longe das badalações da vida de um atleta e avesso à boleiragem tradicional do mundo do futebol, o rubro-negro repete a saga do “intelectual” Paulo André, do Corinthians, ao mostrar uma relação incomum com os livros.

Por ordem da esposa, a única namorada que teve na vida, ele contraria ainda mais os costumes dos jogadores. Renato Santos iniciou a rotina de leitura e agora tem até metas a serem cumpridas. Precisando ler dois livros por mês, o jogador troca os fones de ouvido com pagode e funk no último volume por livros durante concentrações e viagens.

“Essa questão da leitura começou por influência e até ordem da minha esposa. Como ela é professora de educação infantil, ela sempre me orientou a ler bastante, procurar ser um cara esclarecido, inteligente e um pai melhor para a minha família”, explicou o zagueiro.

“Ela até me colocou uma meta: tenho que ler dois livros por mês. Infelizmente, pela correria do dia a dia no Flamengo, ainda não consigo isso. Mas leio pelo menos um por mês, até um livro e meio. Está de bom tamanho. Nas férias, com mais tempo, compenso isso lendo mais de dois”, completou o jogador do Flamengo.

O zagueiro, porém, lamenta que outros jogadores não tenham a mesma prática. E mesmo com o gosto por livros, Renato Santos evita dar conselhos sobre publicações para não ser rotulado como “chato”.

“Infelizmente, alguns companheiros não têm essa cultura. Jogadores são inteligentes para pensar rápido na hora de um lance, mas não querem expandir isso. Eu até oriento quem me pergunta, mas não gosto de bancar o chato e ficar falando toda hora. Só falo com quem quer escutar”, salientou o jogador, reforçando ainda os diferentes costumes.

“Eu não curto muito estas badalações de alguns atletas. Meu negócio é ler, estudar e ficar com a esposa. Quando posso, dou um passeio e conheço alguns lugares do Rio, mas nada além disso”, revelou.

E mesmo com tanto tempo juntos dos livros, Renato diz que ainda estar longe de repetir outros hábitos do colega Paulo André, que chegou a publicar uma obra no último ano. “O admiro muito e sei do exemplo, mas ainda estou longe de ser escritor. Um dia, aprendendo ainda mais, pode até ser. Mas ainda sou um simples leitor. Não posso ter essa pretensão ainda”, disse.

Ainda longe de ser um autor, Renato se concentra na sua leitura atual, do livro “O Monge e o Executivo” e na reta final do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem maiores pretensões dentro da competição, o time encara o Vasco no sábado na penúltima rodada do torneio. “Esse jogo aí nem precisa ler para aprender muito. Independente das circunstâncias, já sei que é um clássico que não podemos perder”, encerrou o zagueiro leitor do time da Gávea.

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Um Comentário

  1. eu li esse livro em 4 dias é super interessante toda a sua batalha para chegar ao profissional e depois ao corinthians

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