Resultados 1 - 4 de 4 resultados encontrados para 'libertadores'


Postado por Paulo André em 28/04/2011 às 12:19h


Salvem-nos quem puder!

 

Confuso, irracional, ultrapassado, desorganizado, “fazedor” de média e sem paixão pelo nosso futebol. São adjetivos usados para tentar descrever o calendário, o ranking de clubes brasileiro e as pessoas que têm poder de decisão nesse sistema que envolve todo o futebol brasileiro.

Nos cargos fundamentais temos políticos, e não especialistas preparados e formados para criar soluções aos inúmeros problemas. Amantes do esporte também fazem falta nesse meio pois qualquer ser pensante que entenda um pouquinho de futebol ou que pelo menos goste do jogo, não permitiria que os melhores times do Brasil ficassem de fora da Copa que leva o nome desse mesmo país que eles dizem defender. (Mas se a taça das bolinhas gerou uma confusão extraordinária, imagine o caos político entre clubes e confederação numa eventual inovação das regras desse sistema).

Eu já falei em outros posts de todas as mudanças possíveis e necessárias que, na minha opinião, poderiam melhorar o formato do calendário. Hoje, queria explicar como funciona o ranking de clubes e de federações brasileiro para que vocês entendam a bagunça e tirem suas próprias conclusões.

Eu sei que o assunto é um pouco chato, mas vamos levantar a bola para tentar despertar a curiosidade de alguém da própria CBF ou dos clubes sobre o assunto. Só para entender a importância do nosso ranking, é ele que rege a composição de campeonatos importantes no nosso país como a Copa do Brasil e o Brasileiro da série D.

Como funciona o Ranking?

O campeão brasileiro da serie A ganha 60 pontos, enquanto o último colocado da mesma divisão ganha 41 pontos. O campeão da serie B ganha 40 pontos, enquanto o último colocado da mesma divisão ganha 21 pontos. Seguindo esse caminho, o primeiro colocado da serie C ganha 20 pontos e o último classificado ganha 1 ponto.

Eis que surge a primeira pergunta: Os participantes da série D não ganham pontos no ranking? Por que?

Vale lembrar que a serie D é composta por 40 clubes, dos quais 27 obtém direito a vaga por terem sido campeões estaduais ou o primeiro clube na classificação uma vez excluídos os participantes das series A, B e C.

Outros 9 times obtém vaga por terem alcançado a segunda colocação do estadual (excluídos os participantes das series A, B e C) das 9 primeiras federações do ranking nacional de federações (que é determinado pela soma de pontos de todos os clubes integrantes de cada federação). E por último, 4 equipes que sofreram decesso no campeonato brasileiro da serie C no ano anterior.

Percebe-se que o ranking brasileiro de clubes dita o ranking das federações, que por sua vez dita a quantidade de vagas por estado para a disputa da série D.

Outro exemplo da importância do Ranking Brasileiro de clubes é a divisão de vagas da Copa do Brasil. Peguemos a Copa do Brasil 2011, competição super importante que dá uma vaga a Libertadores da América 2012. O torneio é composto por 64 clubes divididos da seguinte forma: As 5 primeiras federações no Ranking Nacional das Federações (SP, RJ, RS, MG, PR) possuem 3 vagas. As 5 últimas federações ranqueadas (AC, TO, RO, AP, RR) possuem apenas uma vaga. As demais federações possuem 2 vagas cada, totalizando 54 equipes. Outras 10 vagas são distribuídas pelo critério técnico para aqueles que não se classificaram pelo critério das federações ou não estão na Libertadores.

Com isso, esta edição do campeonato não conta com Corinthians, Inter, Grêmio, Fluminense, Santos e Cruzeiros (melhores equipes do país em 2010), nem Figueirense e América-MG, que, apesar de disputarem a Seria A do campeonato brasileiro desse ano, não têm índice técnico para a disputa da competição.

Você acha justo duas equipes da primeira divisão não terem índice técnico para a disputa do torneio?

O ranking de clubes brasileiros utiliza critérios arcaicos e não condizentes à realidade atual do futebol. Só para se ter uma ideia, esse ranking computa resultados desde 1971 (início do Campeonato Brasileiro que de lá pra cá, mudou diversas vezes de formato e número de participantes). Enquanto isso na Europa, o ranking que dita a quantidade de vagas de cada país nos campeonatos europeus é feito com a média das últimas 5 temporadas.

Não é tão difícil entendermos e copiarmos um modelo mais justo, que oferecerá um melhor espetáculo ao público, por contar com as melhores equipes da atualidade. Até porque, se favorecermos a tradição à competência, estaremos de certa forma, sendo coniventes com a má gestão de clubes tradicionais que apesar do tamanho da torcida e da quantidade de títulos, não conseguiram se manter entre os melhores do país nos últimos anos.

Quem sabe se fizermos como o Platini e seu fair play financeiro, serviremos de exemplo para nossos políticos que “cuidam” de setores muito mais importantes que o futebol no nosso país. Além disso, poderíamos diminuir a corrupção e a falta de transparência nas contas dos clubes brasileiros, que vivem parcelando e postergando suas dívidas, autorizados e apoiados pelos governantes que precisam dos votos da massa de torcedores para se reelegerem.

Por favor, salvem-nos quem puder!


OBS 1: Os considerados campeões brasileiros antes de 1971, oficializados no fim do ano passado pela CBF, ganharam pontos e alteraram o ranking, ou não? (Ainda não consegui essa informação).
OBS 2: Eu nem ousei tocar no ranking da Conmebol, que decide a quantidade de vagas por país nas competições Sul-Americanas, porque é ainda pior. É um dos maiores absurdos da história da lógica!

 

Confuso, irracional, ultrapassado, desorganizado, “fazedor” de média e sem paixão pelo nosso futebol. São adjetivos usados para tentar descrever o calendário, o ranking de clubes brasileiro e as pessoas que têm poder de decisão nesse sistema que envolve todo o futebol brasileiro.

Nos cargos fundamentais temos políticos, e não especialistas preparados e formados para criar soluções aos inúmeros problemas. Amantes do esporte também fazem falta nesse meio pois qualquer ser pensante que entenda um pouquinho de futebol ou que pelo menos goste do jogo, não permitiria que os melhores times do Brasil ficassem de fora da Copa que leva o nome desse mesmo país que eles dizem defender. (Mas se a taça das bolinhas gerou uma confusão extraordinária, imagine o caos político entre clubes e confederação numa eventual inovação das regras desse sistema).

Eu já falei em outros posts de todas as mudanças possíveis e necessárias que, na minha opinião, poderiam melhorar o formato do calendário. Hoje, queria explicar como funciona o ranking de clubes e de federações brasileiro para que vocês entendam a bagunça e tirem suas próprias conclusões.

Eu sei que o assunto é um pouco chato, mas vamos levantar a bola para tentar despertar a curiosidade de alguém da própria CBF ou dos clubes sobre o assunto. Só para entender a importância do nosso ranking, é ele que rege a composição de campeonatos importantes no nosso país como a Copa do Brasil e o Brasileiro da série D.

Como funciona o Ranking?

O campeão brasileiro da serie A ganha 60 pontos, enquanto o último colocado da mesma divisão ganha 41 pontos. O campeão da serie B ganha 40 pontos, enquanto o último colocado da mesma divisão ganha 21 pontos. Seguindo esse caminho, o primeiro colocado da serie C ganha 20 pontos e o último classificado ganha 1 ponto.

Eis que surge a primeira pergunta: Os participantes da série D não ganham pontos no ranking? Por que?

Vale lembrar que a serie D é composta por 40 clubes, dos quais 27 obtém direito a vaga por terem sido campeões estaduais ou o primeiro clube na classificação uma vez excluídos os participantes das series A, B e C.

Outros 9 times obtém vaga por terem alcançado a segunda colocação do estadual (excluídos os participantes das series A, B e C) das 9 primeiras federações do ranking nacional de federações (que é determinado pela soma de pontos de todos os clubes integrantes de cada federação). E por último, 4 equipes que sofreram decesso no campeonato brasileiro da serie C no ano anterior.

Percebe-se que o ranking brasileiro de clubes dita o ranking das federações, que por sua vez dita a quantidade de vagas por estado para a disputa da série D.

Outro exemplo da importância do Ranking Brasileiro de clubes é a divisão de vagas da Copa do Brasil. Peguemos a Copa do Brasil 2011, competição super importante que dá uma vaga a Libertadores da América 2012. O torneio é composto por 64 clubes divididos da seguinte forma: As 5 primeiras federações no Ranking Nacional das Federações (SP, RJ, RS, MG, PR) possuem 3 vagas. As 5 últimas federações ranqueadas (AC, TO, RO, AP, RR) possuem apenas uma vaga. As demais federações possuem 2 vagas cada, totalizando 54 equipes. Outras 10 vagas são distribuídas pelo critério técnico para aqueles que não se classificaram pelo critério das federações ou não estão na Libertadores.

Com isso, esta edição do campeonato não conta com Corinthians, Inter, Grêmio, Fluminense, Santos e Cruzeiros (melhores equipes do país em 2010), nem Figueirense e América-MG, que, apesar de disputarem a Seria A do campeonato brasileiro desse ano, não têm índice técnico para a disputa da competição.

Você acha justo duas equipes da primeira divisão não terem índice técnico para a disputa do torneio?

O ranking de clubes brasileiros utiliza critérios arcaicos e não condizentes à realidade atual do futebol. Só para se ter uma ideia, esse ranking computa resultados desde 1971 (início do Campeonato Brasileiro que de lá pra cá, mudou diversas vezes de formato e número de participantes). Enquanto isso na Europa, o ranking que dita a quantidade de vagas de cada país nos campeonatos europeus é feito com a média das últimas 5 temporadas.

Não é tão difícil entendermos e copiarmos um modelo mais justo, que oferecerá um melhor espetáculo ao público, por contar com as melhores equipes da atualidade. Até porque, se favorecermos a tradição à competência, estaremos de certa forma, sendo coniventes com a má gestão de clubes tradicionais que apesar do tamanho da torcida e da quantidade de títulos, não conseguiram se manter entre os melhores do país nos últimos anos.

Quem sabe se fizermos como o Platini e seu fair play financeiro, serviremos de exemplo para nossos políticos que “cuidam” de setores muito mais importantes que o futebol no nosso país. Além disso, poderíamos diminuir a corrupção e a falta de transparência nas contas dos clubes brasileiros, que vivem parcelando e postergando suas dívidas, autorizados e apoiados pelos governantes que precisam dos votos da massa de torcedores para se reelegerem.

Por favor, salvem-nos quem puder!


OBS 1: Os considerados campeões brasileiros antes de 1971, oficializados no fim do ano passado pela CBF, ganharam pontos e alteraram o ranking, ou não? (Ainda não consegui essa informação).
OBS 2: Eu nem ousei tocar no ranking da Conmebol, que decide a quantidade de vagas por país nas competições Sul-Americanas, porque é ainda pior. É um dos maiores absurdos da história da lógica!


http://www.blogdopauloandre.com.br/comentarios.php?post=39

 

TAGS: libertadores, futebol, copa do brasil, conmebol, cbf, campeonato brasileiro, calendário, ranking de clubes

 

Postado por Paulo André em 05/07/2012 às 12:34h


Campeões da América

 

\"\"O grito fora libertado, conquistamos a América. 

No gramado, enquanto aguardávamos a entrega das medalhas, a torcida resolveu homenagear os campeões, um a um. Nós jogadores acompanhamos o som que ecoava das arquibancadas, gritamos juntos, em reconhecimento e gratidão pela raça com que os atletas representaram o time dentro de campo. 

O momento foi sublime, daqueles que dá vontade de apertar o “pause” e ficar horas desfrutando, apreciando, repetindo. Parecia impossível sentir mais alegria, estar mais completo. 

Mas aqui é Corinthians e a surpresa, para mim, foi quando esse bando de loucos começou a gritar o nome do Julio Cesar, reconhecendo seus 10 anos de clube e tudo o que ele tinha feito pelo time. Os jogadores se entreolharam e pude perceber a alegria estampada nos olhos de cada um pois a torcida tinha entendido a importância do nosso “querido” Julio. Ele merecia essa homenagem. 

A nação seguiu gritando, nome por nome. 

Ramon, Wallace, Weldinho, William... Paulo André... Paulo André? Eu também fazia parte daquilo e foi ali que a ficha caiu e vivi um dos momentos mais mágicos da minha vida. (...)

 

\"\"

O grito fora libertado, conquistamos a América. 

No gramado, enquanto aguardávamos a entrega das medalhas, a torcida resolveu homenagear os campeões, um a um. Nós jogadores acompanhamos o som que ecoava das arquibancadas, gritamos juntos, em reconhecimento e gratidão pela raça com que os atletas representaram o time dentro de campo. 

O momento foi sublime, daqueles que dá vontade de apertar o “pause” e ficar horas desfrutando, apreciando, repetindo. Parecia impossível sentir mais alegria, estar mais completo. 

Mas aqui é Corinthians e a surpresa, para mim, foi quando esse bando de loucos começou a gritar o nome do Julio Cesar, reconhecendo seus 10 anos de clube e tudo o que ele tinha feito pelo time. Os jogadores se entreolharam e pude perceber a alegria estampada nos olhos de cada um pois a torcida tinha entendido a importância do nosso “querido” Julio. Ele merecia essa homenagem. 

A nação seguiu gritando, nome por nome. 

Ramon, Wallace, Weldinho, William... Paulo André... Paulo André? Eu também fazia parte daquilo e foi ali que a ficha caiu e vivi um dos momentos mais mágicos da minha vida. 

Jamais vou esquecer.

No vestiário, a felicidade estava estampada no rosto de um grupo campeão. Quase todos tinham os olhos marejados, o sorriso nos lábios e a gratidão no coração. Um time vencedor que construiu seu sucesso às custas de sofrimeto e suor. A linha defensiva que fez história nessa Taça Libertadores e tomou apenas 4 gols em 14 jogos era, por ironia do destino, a mesma que jogou e foi duramente criticada naquela fatídica desclassificação para o Tolima, ano passado.

Alessandro, Chicão, Castán e Fabio Santos eram ajudados naquela noite por Ralf e Paulinho.

Méritos à direção e ao Tite, que tiveram paciência, sabedoria e um projeto muito bem definido. 

Esse será o tema do próximo post porque hoje não é dia de escrever, só de comemorar.

Parabéns a todos os corinthianos, em especial ao meu pai Arnaldo, meu irmão Rafael, minha irmã Mirella e meus primos João Guilherme, João Flávio e Cristiano, que estiveram comigo ontem no Pacaembu.

 

Abs,

P.A


http://www.blogdopauloandre.com.br/comentarios.php?post=100

 

TAGS: libertadores, torcida, corinthians

 

Postado por Paulo André em 24/05/2012 às 22:16h


Vida de Torcedor

 

Com o passar dos anos e acostumado a estar dentro das quatro linhas, a gente perde a noção de tudo o que ocorre no entorno de um estádio de futebol. Mas no jogo Corinthians x Vasco tive uma aula e, logo que avistei o estádio, imerso num mar preto e branco, resolvi descer do taxi e seguir adiante, a pé, por entre os fieis que entoavam gritos de guerra e aqueciam as gargantas para o épico duelo que estava por vir.

Olhava ao redor, admirado com aquela confusão para chegar, para estacionar (pagando até 50 reais para um flanelinha cuidar do seu carro) e me movimentar entre milhares de pessoas. Parecia haver pelo menos 60 mil loucos nos arredores do Pacaembu, hipnotizados pelo clima e pela energia que emanava da praça Charles Miller, onde a concentração de torcedores era ainda maior.

Mais próximo dos portões, as filas para entrar no estádio eram estratosféricas e as pessoas iam e vinham sem se importar com o tumulto. Para eles aquilo pouco importava, todos eram suficientemente experientes, na arte do corinthianismo, para saber que se a recompensa viesse ao final da partida, todo o sofrimento pareceria insignificante.

No meu caminho até o vestiário pude observar que, aliado aos cânticos de vitória, pessoas seguiam seus rituais de fé. O taxista que me largara ali estava com o agasalho da Gaviões e disse que com aquela roupa jamais perdera uma partida. Num grupo próximo ao portão 23 alguém pediu para ligar para a esposa para dar sorte e o outro disse, abraçando a mulher, que havia ganho todos os jogos que assistiram juntos (...)

 

Com o passar dos anos e acostumado a estar dentro das quatro linhas, a gente perde a noção de tudo o que ocorre no entorno de um estádio de futebol. Mas no jogo Corinthians x Vasco tive uma aula e, logo que avistei o estádio, imerso num mar preto e branco, resolvi descer do taxi e seguir adiante, a pé, por entre os fieis que entoavam gritos de guerra e aqueciam as gargantas para o épico duelo que estava por vir.

Olhava ao redor, admirado com aquela confusão para chegar, para estacionar (pagando até 50 reais para um flanelinha cuidar do seu carro) e me movimentar entre milhares de pessoas. Parecia haver pelo menos 60 mil loucos nos arredores do Pacaembu, hipnotizados pelo clima e pela energia que emanava da praça Charles Miller, onde a concentração de torcedores era ainda maior.

Mais próximo dos portões, as filas para entrar no estádio eram estratosféricas e as pessoas iam e vinham sem se importar com o tumulto. Para eles aquilo pouco importava, todos eram suficientemente experientes, na arte do corinthianismo, para saber que se a recompensa viesse ao final da partida, todo o sofrimento pareceria insignificante.

No meu caminho até o vestiário pude observar que, aliado aos cânticos de vitória, pessoas seguiam seus rituais de fé. O taxista que me largara ali estava com o agasalho da Gaviões e disse que com aquela roupa jamais perdera uma partida. Num grupo próximo ao portão 23 alguém pediu para ligar para a esposa para dar sorte e o outro disse, abraçando a mulher, que havia ganho todos os jogos que assistiram juntos. Suas superstições pessoais tinham como intuito, pelo menos na minha cabeça, espantar todos os espíritos maus que tentariam boicotar os planos de São Jorge para aquela noite... 

Eu, um cético por natureza, descartaria veementemente todas essas repetições e crendices mas, inconscientemente, havia acabado de enfrentar a minha própria superstição ao sair de casa. Na última partida em que fui ao Pacaembu, perdemos para a Ponte Preta por 3 a 2. Achei que tinha dado azar e fiquei tão nervoso que prometi a mim mesmo que só voltaria lá no dia em que eu estivesse recuperado para jogar. 

Não aguentei...

Fui ao vestiário, cumprimentei os companheiros e fiz a oração. Nos olhos, eles carregavam a confiança e a serenidade para a batalha campal que seria travada lá no gramado. Era impressionante a concentração daqueles caras. Assim que partiram em direção ao túnel, eu fui para as arquibancadas.

Lá do alto, o gramado parece maior. Os espaços são enormes e a velocidade do jogo é outra. É possível ver e antever cada lance e mais do que isso, é possível ver um outro palco, de concreto, onde se misturam povos, raças e culturas. Pessoas de diferentes credos e classes sociais se amontoam como irmãos, levantam a mesma bandeira, se abraçam e sofrem juntos. E ali, no meio da multidão, ocorre um espetáculo paralelo ao jogo em si, onde o teatro da vida não finge, não faz de conta, ele simplesmente transborda a verdade, os sentimentos e os instintos mais puros do ser humano. E é entre a alegria e a tristeza, o sorriso e o choro, o medo e a tensão, o amor e o ódio, que está enraizada a grande magia do futebol!

O cômico de tudo isso é que lá de cima, agimos como se estivéssemos controlando marionetes, empurrando-os para frente e para trás. Eu estava assim. Com as mãos e com os gritos pedimos mais força, mais velocidade, mais amor. Alertamos sobre os perigos e as tentativas do adversário. Somos todos treinadores com soluções mágicas e instantâneas para resolver os problemas daqueles onze guerreiros que representam nossa maior paixão. E fazemos tudo isso de coração, com a intenção de ajudar, mesmo que, às vezes, extrapolemos.

E como grandes atores da vida real, eu e mais de 35 mil apaixonados sofremos quando Diego Souza escapou sozinho em direção ao gol. Segundos se tornaram horas, lembranças ruins invadiram nossas mentes enquanto o atacante vascaíno invadia nossa grande área. O silêncio pairou no ar. Os pulmões travaram, ninguém ousou se mexer. Ficamos estáticos, aguardando o desfecho daquela tragédia anunciada. Eis então que surgiu um gigante, de nome Cássio, para salvar a nação, a pátria, o nosso sonho e o nosso gol. 

Quando a bola rolou, carinhosamente para fora, o estádio todo explodiu, vizinhos se abraçaram, comemoraram e voltaram a sorrir. Estávamos na luta, estávamos no jogo novamente. E no lance seguinte, em meio a nossa festa, nem nos preocuparmos com a bola que tocou o travessão, foi tudo muito rápido. Só me lembro do alívio que senti. A partir daí, a torcida não parou de cantar, como se tivesse certeza de que aquele fato só viria a confirmar que o final daquela peça seria um final feliz. 

O gol do Paulinho, aos 43 minutos do segundo tempo, foi o clímax da obra. Não sei quantas pessoas eu abracei, não me lembro. Quando dei por mim, estava de pé, em cima das cadeiras, pulando e cantando o hino do clube. Cada irmão comemorava de um jeito: uns choravam, outros gritavam e tinha aqueles que agradeciam aos céus. 

Paulinho foi abençoado e retribuiu abençoando a noite de milhões de pessoas.

E então, depois de todo aquele sofrimento, já quase sem voz de tanto gritar, percebo que na verdade estamos falando de uma marionete ao contrário, onde quem movimenta as mãos indicando o caminho somos nós, os torcedores, mas no fim de cada lance, somos nós também, os loucos, que reagimos aos movimentos dos bonequinhos lá embaixo. Essa é a vida do torcedor.

Por isso, parabéns a todos vocês. 

Espero estar no campo na próxima vez, torcedor sofre demais! 

Um abraço,

P.A

 


http://www.blogdopauloandre.com.br/comentarios.php?post=92

 

TAGS: libertadores, torcida, corinthians, vasco, paulinho, diego souza

 

Postado por Paulo André em 05/07/2012 às 10:48h


É campeão!!!

 

 

 

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Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente dentro dos nossos corações

Salve o Corinthians
De tradições e glórias mil
Tu és o orgulho dos desportistas do Brasil


Teu passado é uma bandeira
Teu presente é uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão 

 

Corinthians grande o
Sempre altaneiro 
És do Brasil, o clube mais brasileiro

 

Teu passado é uma bandeira
Teu presente é uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão 

 

Corinthians grande
Sempre altaneiro 
És do Brasil o clube mais brasileiro

 


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Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente dentro dos nossos corações

Salve o Corinthians
De tradições e glórias mil
Tu és o orgulho dos desportistas do Brasil


Teu passado é uma bandeira
Teu presente é uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão 

 

Corinthians grande o
Sempre altaneiro 
És do Brasil, o clube mais brasileiro

 

Teu passado é uma bandeira
Teu presente é uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão 

 

Corinthians grande
Sempre altaneiro 
És do Brasil o clube mais brasileiro


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TAGS: libertadores, torcida, corinthians

 





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